Quanto tempo dedica o seu clube, todos os meses, à cobrança de mensalidades?

É uma pergunta simples, mas a resposta nem sempre é evidente. Afinal, a cobrança de mensalidades não acontece num único momento. É um conjunto de pequenas tarefas que se repetem mês após mês: confirmar transferências, enviar lembretes, responder a dúvidas, atualizar folhas de Excel ou verificar quem continua com pagamentos em atraso.

Como fazem parte da rotina, estas tarefas acabam por ser encaradas como algo normal. No entanto, quando somadas ao longo de uma época desportiva, representam muitas horas de trabalho administrativo que poderiam estar a ser dedicadas a atividades com maior impacto para o clube.

É precisamente aqui que os pagamentos automáticos entram em campo. Embora a tecnologia para automatizar este processo já esteja disponível há vários anos, muitos clubes continuam a optar por métodos manuais. E, na maioria dos casos, o motivo não está na falta de soluções.

O custo invisível dos processos manuais

Quando se fala em implementar pagamentos automáticos, é natural que surjam dúvidas sobre o investimento necessário ou sobre o tempo que será preciso dedicar à mudança. No entanto, existe uma questão que raramente é colocada: quanto custa continuar exatamente como está?

Pense, por exemplo, na gestão de uma única mensalidade. É necessário confirmar se o pagamento foi efetuado, identificar quem ainda não pagou, enviar lembretes, esclarecer dúvidas e atualizar os registos financeiros. Individualmente, nenhuma destas tarefas parece representar um problema. Mas, quando multiplicadas por dezenas ou centenas de atletas, tornam-se uma parte significativa do trabalho da secretaria.

Além do tempo investido, existem ainda outros custos menos visíveis. Os atrasos nos pagamentos afetam a previsibilidade financeira do clube, os erros manuais obrigam a verificações adicionais e a dependência de processos administrativos torna mais difícil manter a informação organizada e atualizada.

Por isso, antes de avaliar o custo de implementar uma nova solução, vale a pena refletir sobre o custo de manter a atual.

Então, porque continuam tantos clubes agarrados a processos ineficientes?

Se os pagamentos automáticos podem reduzir o trabalho administrativo, porque continuam tantos clubes a gerir este processo manualmente?

A resposta passa, muitas vezes, por fatores que vão além da tecnologia.

O conforto dos processos conhecidos

Em muitos clubes, a forma como são geridas as cobranças foi sendo construída ao longo dos anos. É um processo conhecido por todos e, por isso, existe uma tendência natural para o manter.

No entanto, um processo não é necessariamente eficiente apenas porque já faz parte da rotina. Quando a secretaria dedica várias horas todos os meses a tarefas repetitivas, talvez seja o momento de questionar se esse tempo está realmente a ser bem utilizado.

O receio da reação das famílias

Outra das preocupações frequentes prende-se com a forma como os encarregados de educação ou os sócios irão reagir à mudança.

Existe a ideia de que os pagamentos automáticos poderão ser vistos como uma obrigação ou que muitas pessoas preferem continuar a pagar manualmente. Contudo, basta olhar para o dia a dia para perceber que a realidade é diferente. Atualmente, grande parte das famílias utiliza pagamentos automáticos para serviços como telecomunicações, seguros, ginásios ou plataformas digitais, precisamente porque oferecem maior comodidade e reduzem o risco de esquecimentos.

Quando o processo é simples e transparente, a mudança tende a ser encarada como uma melhoria e não como uma complicação.

A falsa sensação de controlo

Também é comum associar os processos manuais a um maior controlo sobre a situação financeira do clube. Afinal, existe alguém a acompanhar cada pagamento.

Na prática, porém, esse controlo depende do tempo disponível e da capacidade de manter a informação sempre atualizada. Quanto mais etapas exigem intervenção humana, maior é a probabilidade de ocorrerem erros, atrasos ou falhas de comunicação.

Automatizar não significa perder controlo. Significa ter acesso a informação organizada, atualizada e disponível sempre que necessário.

Leia também: Como Organizar e Controlar as Finanças do Clube de Forma Simples e Automática

O que muda quando um clube automatiza os pagamentos?

A adoção de pagamentos automáticos não altera apenas a forma como as mensalidades são cobradas. O maior impacto sente-se no dia a dia da gestão administrativa.

Ao reduzir a necessidade de confirmar transferências manualmente e de enviar lembretes constantes, a secretaria consegue dedicar mais tempo a tarefas que acrescentam valor ao funcionamento do clube. Ao mesmo tempo, a informação financeira torna-se mais organizada, os pagamentos tendem a ser mais regulares e a tesouraria ganha maior previsibilidade.

Mais do que uma questão tecnológica, trata-se de simplificar processos que, durante muitos anos, exigiram um esforço administrativo desproporcional.

O seu clube precisa de rever o processo de cobrança?

Antes de concluir, vale a pena fazer um pequeno exercício.

Responda “Sim” ou “Não” às perguntas seguintes:

  • A secretaria envia lembretes de pagamento todos os meses?
  • Existem pagamentos em atraso por simples esquecimento?
  • É necessário confirmar transferências manualmente?
  • Utilizam folhas de Excel ou outros ficheiros para acompanhar cobranças?
  • A gestão das mensalidades ocupa várias horas todos os meses?

Se respondeu “Sim” a três ou mais perguntas, talvez esteja na altura de rever a forma como o processo de cobrança é gerido.

A tecnologia já existe. Falta dar o passo para processos mais eficientes

Os pagamentos automáticos não são uma tendência futura nem uma inovação reservada a grandes organizações. São uma realidade consolidada que já faz parte do dia a dia de milhões de pessoas.

A questão já não é se os pagamentos automáticos funcionam. A verdadeira questão é outra: quanto custa ao seu clube continuar sem eles?

Porque, muitas vezes, o maior custo não está no investimento em novas ferramentas. Está nas horas gastas em tarefas repetitivas, nos processos que dependem sempre de intervenção manual e no tempo que deixa de estar disponível para aquilo que realmente faz crescer um clube.

 

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